Na antropologia o debate acerca da ética é bastante recente e marca um novo posicionamento dos antropólogos em relação às sociedades. Isso ocorre quando os cientistas começam a pensar sobre as implicações éticas do seu trabalho, nas consequências das suas relações com os informantes na pesquisa de campo e, sobretudo, na sua prática enquanto ator social. Assim, o carácter ético que envolve a pesquisa antropológica sugere uma consciência, por parte do pesquisador, das consequências do seu trabalho nas mais diversas áreas e, desse modo, lapida o seu comportamento de acordo com o que seria mais plausível e “moralmente” correto para o grupo do qual ele faz parte. No Brasil, na década de 60, por exemplo, as preocupações éticas não se alongavam para além das normas impostas pelos costumes. Nos dias de hoje, essas normas integram um código de ética. Desse modo, analisaremos os compromissos ou responsabilidades éticas que devem permear o trabalho dos antropólogos e apontaremos, de forma breve, qual foi o contexto histórico que levou a necessidade de pensar as questões éticas nas pesquisas com/em seres humanos de forma mais efetiva. Por fim, abordaremos a inadequação de algumas questões éticas referentes às pesquisas antropológicas, a partir da experiência de trabalho de campo do antropólogo Bourgois que instaura a seguinte dicotomia: neutralidade científica versusparticipação politica.
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